19 de agosto de 2010

"SÃO" MARCOS 500

A noite desta quinta-feira (19), no Pacaembu, começará com festa. Marcos será homenageado e vestirá a camisa de número 500 em alusão a quantidade de jogos pelo Palmeiras.

Marcos recebeu de Felipão a camisa 500, uma luva banhada a ouro e a sua miniatura
E para que a comemoração continue na madrugada, o time alviverde terá que reverter a vantagem do Vitória para não ficar pelo caminho da Copa Sul-Americana. O duelo começará às 21h50.

O corpo não está como há 17 anos, firme e sem dores. A cabeça, com poucos cabelos, denuncia o tempo que passou. Mas o currículo, que é o que importa para o torcedor palmeirense, continua cheio de glórias e conquistas importantes.

A história de "São Marcos" pelo Palmeiras, como qualquer romance, tem enredos variados. Titular desde o fim dos anos 90, quando assumiu o posto deixado por Velloso, Marcos já passou poucas e boas com o Alviverde. Nos melhores momentos guardados na sua memória estão a conquista da Libertadores de 1999 e a volta para a Série A do Nacional, em 2003. Dos dissabores, Marcos se lembra da perda do Mundial de Clubes para o Manchester United (1 a 0, - Admiti que falhei no gol do Manchester e até cheguei a falar que estava bem se a partida fosse para os pênaltis. Se isso acontecesse, teria me consagrado. É um peso que carrego. A furada no gol do Vitória (o sétimo) passam até hoje na TV. Essas coisas fizeram com que eu aprendesse muito. Na final da Libertadores e durante a Copa de 2002 fui perfeito, sem erros. E na Série B tive muita responsabilidade naquele ano, mas tudo correu como imaginei - relembrou.

Marcos também tem uma carreira marcada por dores e problemas físicos. A primeira lesão grave ocorreu em 2000, quando fraturou o punho esquerdo. Por isso, os movimentos da mão esquerda do goleiro são limitados até hoje. Mas ele agradece o fato de não ter encerrado precocemente a carreira. Depois, o camisa 12 acumulou uma série de outros problemas que chegou a elencar, em uma entrevista em abril do ano passado.em 99) e a derrota para o Vitória na Copa do Brasil de 2003 por 7 a 2.
- Já tive fratura na tíbia, no tornozelo direito. Cheguei a colocar uma placa, mas tirei porque me incomodava. Também tive problema no adutor, no punho e três vezes no antebraço. Também tive na clavícula, cabeçada na cara. Não tem como não ter nada. Você corre contra todo mundo. Os atacantes e os zagueiros estão vindo e você saindo contra eles. Faz parte da profissão - salientou na ocasião.

Os últimos momentos de Marcos com o Palmeiras têm sido doloridos não só pelo corpo cansado, mas também pelos resultados. A última vez em que o goleiro levantou uma taça foi no Paulista de 2008, quando superou a Ponte Preta. Depois disso a equipe penou nos Nacionais e na Libertadores do ano passado.

Os maus resultados, aliado ao dolorido das lesões que já sofreu, fazem com que o atleta pense em encerrar a carreira até mesmo no fim da temporada. Recentemente, o jogador tem evitado comentar sobre o assunto para evitar polêmicas. Mas um assunto pode fazer Marcos, o "Santo" palmeirense, repensar a sua decisão: uma vaga na badalada Libertadores.

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