10 de setembro de 2010

NOVE ANOS DO ATENTADO DE 11/09

Nove anos separam o mundo do maior atentado terrorista de todos os tempos. No dia 11 de Setembro de 2001, terroristas islâmicos sequestraram aviões comerciais para usá-los como mísseis contra alvos simbólicos, matando quase 3.000 pessoas.

No céu ensolarado de Nova York, dois Boeing 767 sequestrados, com 92 e 65 pessoas a bordo, se espatifaram com 17 minutos de intervalo (8h46 e 9h03) contra as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York, símbolo do capitalismo norte-americano.

O complexo de sete torres ocupava 64.750 metros quadrados. Os dois prédios principais tinham 110 andares cada um. A altura do WTC-1 era de 417 metros e a do WTC-2, dois metros menos. As outras torres variavam entre 8 e 47 andares. O conjunto abrigava escritórios de 400 empresas de 25 países e 50.000 pessoas trabalhavam nas torres norte e sul. Havia seis subsolos, com um centro comercial, estacionamento para 2.000 carros, acesso para duas estações de metrô e uma de trens.

As torres gêmeas World Trade Center foram construídas para resistir ao impacto de um Boeing 727 e não caíram quando os aviões entraram pelas janelas, numa manobra que revelou a enorme perícia de quem os pilotava. O modo como os terroristas acertaram os prédios dá indícios de um planejamento milimétrico.

Na velocidade máxima, acima dos 800 quilômetros por hora, um grande avião empurra tamanha quantidade de ar a sua frente que é virtualmente impossível que acerte um paredão numa colisão frontal. A turbulência seria tão forte diante da parede que tiraria o Boeing da trajetória. Por isso eles voaram mais lentamente — calcula-se que a 450 quilômetros por hora — e optaram pela trajetória curva para chegar ao objetivo.

Mesmo bastante avariadas, as torres não teriam caído só com os choques dos 767 contra suas estruturas. Cada aeronave colidiu contra as armações de aço e vidro com uma força de impacto equivalente a mais de 1.000 vezes o próprio peso. A maior parte da estrutura dos aviões é de alumínio. Numa batida dessas, seu corpo vai se deformando, franzindo, até transferir sobre a superfície atingida uma força capaz de rasgá-la. Só então o resto da fuselagem penetra na estrutura. Quando isso aconteceu, os prédios tremeram, oscilaram e rangeram, como contam os sobreviventes do atentado terrorista, mas se mantiveram de pé.

Muita gente que estava nos andares inferiores escapou da morte na hora seguinte. Pessoas que estavam acima do 103º andar no edifício norte, o primeiro a ser acertado, ou do 93º da torre sul não se funde nesse ponto, mas perde dureza. Sustentados pelas colunas de aço de sua armação exterior, como gaiolas, os edifícios tiveram várias delas cortadas pelo efeito faca da penetração dos aviões. Depois, chegaram depressa ao ponto de colapso estrutural por causa do peso nas partes superiores aos pontos em que aconteceram os choques.

O topo de cada torre sustentava um não tiveram a mesma chance. Os aviões em chamas praticamente dividiram seus alvos em dois blocos. Quem estava acima do ponto de colisão não tinha chance de passar pela parede de chamas que tomou quase dez andares de cada construção.

Foram os incêndios, combinados com uma característica tecnológica dos arranha-céus, que os puseram abaixo. No impacto, cada área atingida alcançou imediatamente a temperatura de 450 graus Celsius, o ponto de combustão do querosene de aviação. Cada Boeing levava combustível suficiente para voar por mais 4.000 quilômetros — ou para queimar por algumas horas. Divisórias e móveis de madeira e plástico incendiaram-se também. A temperatura chegou aos 1.000 graus. O aço engenho cuja função era contrabalançar os efeitos do vento. Para garantir a resistência da estrutura a ventanias de até 320 quilômetros por hora, que deslocavam lateralmente a parte mais alta dos edifícios mais de 1 metro, essa placa de aço e concreto, montada sobre roletes, movia-se sempre na direção oposta à inclinação, impedindo que se alterasse o centro de gravidade do conjunto. Essa plataforma pesava 600 toneladas. Cada laje dos blocos tinha mais 40 toneladas. Havia dezoito lajes acima dos andares avariados na torre sul e oito sobre os que ardiam no outro prédio. Quando o aço começou a se deformar, pelo calor, todo esse volume veio abaixo e funcionou como um martelo — um martelo que ganhava mais peso a cada andar que ia sendo esmagado. Técnicos em edificações supõem que os terroristas imaginaram esse efeito cascata de destruição ao planejar os atentados.

As colunas externas, que seguram tudo, começam muito grossas embaixo e vão afinando à medida que têm de suportar menos peso. No ponto em que acertaram, os pilotos conseguiram produzir os piores efeitos. O World Trade Center agüentou os aviões, agüentaria focos de incêndio e até bombas. Mas impacto, chamas e explosões foram agressões demais.

No final, as autoridades registraram 6 300 pessoas desaparecidas. Pessoas de 60 nacionalidades diferentes faleceram no acidente que destruiu o World Trade Center, As nacionalidades das pessoas desaparecidas segundo fontes do Departamento de Estado do governo americano são:
3.613 Estados Unidos,
403 Holanda,
250 Índia,
208 Colômbia,
206 Alemanha,

200 Grã-Bretanha,
200 Paquistão,
150 Canadá,
133 Israel,
96 Rússia,
86 Itália,
71 El Salvador,
68 Portugal,
55 Austrália,

55 Bangladesh,
40 Áustria,
34 Irlanda,
34 Equador,
30 Polônia,
30 Coréia do Sul,
25 República Dominicana,
23 Japão,
20 Grécia,
17 México,
10 República Tcheca,
10 Eslováquia,
10 França,
8 Marrocos,
8 Iêmen,
7 Honduras,
7 Jamaica,
7 Taiwan,
6 Argentina,
6 Guatemala,
5 BRASIL,
5 Irã,
4 Bélgica,
4 Belize,
4 China,
4 Trinidad e Tobago,
3 Barbados,
3 Líbano,
3 Panamá,
3 Peru,
3 Venezuela,
2 Jordânia,
1 Bahamas,
1 Chile,
1 Costa Rica,
1 Dinamarca,
1 Egito,
1 Gana,
1 Indonésia,
1 Nova Zelândia,
1 Paraguai,
1 Sri Lanka,
1 Santa Lúcia,
1 Turquia,
1 Ucrânia e
1 Bielo-Rússia.


Nove anos depois dos atentados, novas torres finalmente estão sendo erguidas do Marco Zero, em Manhattan. Se antes tudo o que importava era reconstruir o World Trade Center, agora parece que o projeto vai sair do papel, embora talvez não seja dessa vez que os americanos conseguirão se recuperar do trauma do 11 de setembro.

Após nove anos de atrasos constrangedores, o local onde ficavam as torres derrubadas pelos terroristas - um dos metros quadrados mais caros do mundo - começa a perder o aspecto de cratera aberta por um bombardeio.

Os primeiros 36 dos 106 andares da torre Um do World Trade Center já estão de pé, e um memorial dedicado às vítimas do 11/9, com duas fontes e um parque com 400 carvalhos será inaugurado no décimo aniversário dos atentados, no ano que vem; um museu também será construído no local em 2012.

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