18 de setembro de 2010

PACAEMBU NO LIMITE

Desde a volta do Campeonato Brasileiro, após a paralisação da Copa do Mundo, o Pacaembu foi palco de 18 partidas. Nesse período, o estádio chegou a ter jogos 3 vezes na mesma semana e a frequência tem aumentado.

Há cerca de 20 dias, o campo tem recebido confrontos em dois dias seguidos, como acontecerá neste sábado e domingo, com a partida do Corinthians x Grêmio Prudente e o clássico Palmeiras x São Paulo. Com tanto uso, o gramado, que sofre desgaste natural, está à beira do extremo.

Suportar o grande volume de jogos só tem sido possível com as medidas preventivas aplicadas 2 a 3 vezes no ano, como a descompactação, em que o campo é perfurado por uma máquina, aumentando a oxigenação das raízes e melhorando a infiltração da água. Tal tecnologia também será usada no Engenhão, que passou a ter o mesmo problema com o fechamento do Maracanã para as obras da Copa de 2014.

A perfuração do campo minimiza o desgaste, mas ainda assim não é possível jogar e manter a mesma qualidade do gramado. A recomendação é de 30 a 40 horas mensais, o que dá até quatro duelos por semana. Mas isso varia porque quando chove o estrago é muito maior.

As áreas que mais sofrem durante um jogo são o meio de campo e a região da área do goleiro. Com o campo falho, além do nível da partida ficar comprometido, há o risco de lesão, com a grama mais curta e dura.

Outra medida que tem ajudado os estádios a preservarem a grama é o uso de sementes de inverno. No frio, o tipo de gramado usado no Brasil, adaptado ao calor, não cresce direito na região Sul e Sudeste. Por isso, as empresas passaram a aplicar sementes de inverno por cima o que protege a grama debaixo.

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