8 de janeiro de 2011

CARTA SUICIDA

Durante uma autópsia, foi encontrado no bolso do cadáver a seguinte carta:

"Exmo. Senhor Delegado do Ministério Público: Suicidei-me! Não culpe ninguém pela minha morte. Deixei esta vida porque um dia a mais que eu vivesse acabaria por morrer louco.

Eu explico-lhe Senhor Doutor: Tive o azar de casar-me com uma viúva, a qual tinha uma filha, se soubesse isto jamais teria me casado. Meu pai, para maior desgraça era viúvo e quis o destino que ele se apaixonasse e casasse com a filha da minha mulher.

Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai e nora da própria filha. A minha enteada ficou sendo a minha mãe e o meu pai, ao mesmo tempo meu genro.

Após algum tempo, a minha filha pôs ao mundo uma criança que veio a ser meu irmão, porém neto da minha esposa, e passei a ser avô do meu irmão. Com o decorrer do tempo, a minha mulher pôs também no mundo um menino, que como irmão da minha mãe era cunhado de meu pai e tio do meu filho.

Eu, Senhor Delegado, fiquei sendo pai de minha mãe, tornando-se irmão do meu neto, a minha mulher ficou sendo minha avó, já que é mãe de minha mãe, assim acabei sendo avô de mim mesmo.

Portanto, antes que a coisa se complicasse mais, resolvi acabar com tudo de uma vez."

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