30 de junho de 2011

23 ANOS SEM CHACRINHA

Às 23h30 do dia 30 de junho de 1988, Chacrinha se despedia do mundo. José Abelardo Barbosa de Medeiros, morreu de um infarto do miocárdio, tendo por consequência uma insuficiência respiratória. A causa era clara: câncer no pulmão. Aos 70 anos, o maior nome do rádio e da televisão brasileiros deixava os fãs órfãos de seu humor apurado.

Nesta quinta-feira (30), me veio a lembrança do Velho Guerreiro. E com ela a certeza que o apresentador é insuperável.

Tudo começou em 1956, com a estreia do programa “Rancho Alegre”, na extinta TV Tupi. O comunicador era a estrela principal do quadro “Discoteca do Chacrinha”. Quatro anos mais tarde foi a vez da TV Rio e Rede Globo contarem com o talento do apresentador. Em 1978, na Rede Bandeirantes, Chacrinha fez enorme sucesso. O reinado se estendeu até 1988, quando, já doente, foi substituído em alguns programas por Paulo Silvino.

O pernambucano, natural de Surubim, dominou a audiência por três décadas. E ele precisava apenas de roupas espalhafatosas e uma buzina para fazer seu show. "Teresinha!", "Vocês querem bacalhau?", "Eu vim para confundir, não para explicar!" e "Quem não se comunica, se trumbica!", foram alguns de seus bordões de sucesso. Quem não se lembra ou já ouviu falar? E quanto a sua sinceridade? Há 50 anos ele disse em rede nacional a seguinte frase: "Na televisão, nada se cria, tudo se copia".

E as descobertas para o mundo artístico que ele fez? Entre eles tem Roberto Carlos, Paulo Sérgio e Raul Seixas. O pioneiro do humor debochado também foi o responsável por lançar comediantes em forma de jurados. Carlos Imperial, Aracy de Almeida, Rogéria, Elke Maravilha e Pedro de Lara são alguns desses nomes. Entre as chacretes, todas com apelidos pra lá de chamativos, Rita Cadillac foi a que se deu melhor. A musa é conhecida até hoje por seu corpo escultural.

Até diretores de cinema se renderam ao talento de Chacrinha. Produções dos anos 60 e 70 foram filmadas com aparições do “Velho Guerreiro” interpretando ele mesmo!

No longa “Na Onda do Iê-iê-iê”, de 1966, o apresentador encena seu programa de calouros "A Hora da Buzina". No roteiro faltaram célebres frases do comunicador, para a alegria do público. Bordões como "Vai para o trono ou não vai?", "Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?", "Cheguei, baixei, saravei" e "Graças a Deus o programa acabou" podem ser conferidos nas produções.

São 23 anos de recordações, de saudades de um homem que revolucionou o jeito de se comunicar. Um profissional que o público aprendeu a amar não só por seu talento, mas sua autenticidade. Um então estudante de medicina que escolheu salvar vidas espalhando humor.

NOSSAS ETERNAS HOMENAGENS AO VELHO GUERREIRO!!!

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