18 de junho de 2011

APROVADA REFORMA DO CASTELINHO

Depois de mais de seis anos após o tombamento do Castelinho da rua Apa, o arquiteto Paulo Bastos deverá entregar ao Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) o projeto de restauro do prédio, no centro da capital paulista, até o final deste mês. No final de março, o órgão alterou a resolução de tombamento do edifício, e aprovou a demolição do prédio anexo e a construção de uma nova edificação no lugar. O Castelinho foi tombado pelo Conpresp no dia 7 de dezembro de 2004.

A primeira etapa das obras será a restauração da fachada e reconstrução do telhado. Construído em 1912, o prédio está praticamente em ruínas e mantém de pé apenas as paredes externas. No interior, o castelo está repleto de pichações, lixo e entulho.

Enquanto a obra não começa, para evitar uma deterioração ainda maior, foram colocadas lonas plásticas no teto do prédio para protegê-lo da chuva. Com a aprovação do Conpresp e a captação de recursos para o restauro, a segunda etapa do projeto será a reforma do interior da casa. A obra completa, segundo Bastos, pode durar até um ano e meio.

O Castelinho da rua Apa foi cedido à ONG Clube de Mães do Brasil em 1975. A organização oferece alimentação, banho e aulas de capacitação para moradores de rua e dependentes químicos. Depois de reformada, a casa funcionará como um ponto de exibição e venda do artesanato produzido nas oficinas no local.

Localizado na esquina com a avenida São João, no centro de São Paulo, o castelinho foi palco de um dos crimes mais misteriosos já vistos na história policial da cidade. A construção, uma cópia de um castelo medieval, era de uma família rica, a família Reis.

Em 12 de abril de 1937, uma empregada encontrou os corpos dos advogados Álvaro e Armando Cézar e da mãe deles, Maria Cândida, com marcas de tiros. As investigações à época foram contraditórias - uma versão dava conta de que era Álvaro o autor dos crimes, em outra era Armando Cézar - e, até hoje, não se sabe ao certo quem fez os disparos. Por causa da crime, há uma lenda de que a casa seja assombrada.

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