25 de setembro de 2011

ROCK IN RIO 2º DIA

Os shows do Rock in Rio 2011 continuaram neste sábado (24). No Palco Mundo, o grupo paulistano NX Zero foi o primeiro a tocar, às 19h07, do segundo dia.

Emendando uma música na outra, o quinteto fez um discurso de "paz e amor", mas logo depois do show a banda viveu momentos tensos. Os integrantes discutiram entre si e o vocalista Di Ferrero reclamou dos pedidos para que o show terminasse dez minutos antes. "Ficaram gritando comigo o tempo todo", disse o cantor, apontando para o ponto eletrônico.

A banda começou com a música "Só rezo", acompanhada do rapper Emicida. Foi a única faixa do disco "Projeto paralelo" (lançado em 2010), no qual o NX convida nomes do hip hop para parcerias que fazem lembrar o rap rock de grupos como Linkin Park.

No resto da apresentação, que durou 40 minutos, só o pop rock com letras cheias de mensagens positivas teve vez . O NX teve que espremer a maior quantidade de hits em menor tempo.

Com a camisa encharcada de suor, Di andou muito pelo palco e mostrou fôlego em quase todas as músicas. Ao falar com o público, o vocalista agradeceu a oportunidade inúmeras vezes. Ele disse que estavam "todos entre amigos" no "melhor país do mundo, no melhor festival do mundo, com as melhores pessoas do mundo".

A banda americana Stone Sour, nome praticamente desconhecido da escalação, manteve domínio sobre o público durante toda a apresentação, que começou às 20h30 e durou uma hora. Carismático, o vocalista Corey Taylor, que também canta no Slipknot, interagiu com a multidão como faz um popstar.

Eles conseguiram hipnotizar o público com riffs pesados, bateria frenética e solos estridentes de guitarra. Quando a chuva começou, no meio de "Made of scars", Taylor brincou, disse que estava gostando da chuva porque havia esquecido de tomar banho.

Antes de sair do palco, já sem camisa e com todas tatuagens à mostra, Taylor embrulhou-se numa bandeira do Brasil estilizada com o símbolo da Stone Sour e prometeu voltar ao Rio de Janeiro. Os fãs responderam gritando em comemoração.

No terceiro show da noite, o Capital Inicial investiu em músicas do disco acústico lançado em 2000, com destaque para "Primeiros Erros", composta por Kiko Zambianchi. O CD tornou a banda conhecida pelas pessoas hoje com vinte e poucos anos, grande maioria da plateia deste sábado (24).

A banda formada em Brasília em 1982 tocou o hit composto por Renato Russo, "Que País é Esse", antes de começar a cantar, Dinho ofereceu a música "Essa aqui é em especial para o José Sarney", disse o cantor.

O vocalista interagiu bastante com a platéia, ele deu beijos em mulheres na frente da plateia, pediu que todos dessem passos para trás porque as pessoas da frente estavam sendo "esmagadas" e distribuiu garrafas de água após ouvir pedidos de fãs com sede.

A banda também fez uma homenagem para o filho de Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, que faria 20 anos neste sábado e foi morto em acidente de trânsito no ano passado. Dinho dedicou "Como devia estar" ao garoto e contou que entregou uma carta ao Red Hot Chili Peppers, para tentar fazer com que a banda também cite o nome de Rafael.

O Snow Patrol, quarta banda a se apresentar, bem que se esforçou para mostrar que não é banda de um hit só no Brasil, mas o show da banda irlandesa não passou de um simples "esquenta" para o Red Hot Chili Peppers.

Experientes e com seis álbuns de estúdio de bagagem, o grupo apostou em uma apresentação com ótimos efeitos visuais no telão e bastante interação com o público. Mas isso não foi suficiente para conquistar a plateia, ansiosa para ouvir "Open your eyes" - deixada apenas para o final, após 13 faixas.

Um dos shows mais aguardados de todo o festival, os californianos do Red Hot Chili Peppers encerraram a segunda noite do Rock in Rio nas primeiras horas da madrugada deste domingo (25).

Anthony Kiedis (vocais), Flea (baixo) e Chad Smith (bateria) tocaram sucessos de toda sua carreira e a cada uma delas, a multidão pulava e jogava os braços para o alto como se tivesse sido atingida por uma descarga elétrica.

A banda também apresentou ao público carioca seu novo guitarrista, Josh Klinghoffer, que substitui John Frusciante. Seu desempenho (preenchido por caretas e expressões de agonia) agradou, principalmente quando se colocava em frente ao baixista para improvisar duetos de dedilhados frenéticos.

Depois da pausa para o bis, o quarteto voltou ao palco vestindo camisetas brancas estampadas com o rosto do filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, morto em 2010, atropelado no Rio de Janeiro.

Kiedis só tirou a camiseta para tocar a última música do repertório: "Give it away", um dos maiores sucessos do Red Hot, fechando o show mais aplaudido desta edição do Rock in Rio até agora.

Apesar de tudo, o meu protesto continua.

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