6 de novembro de 2011

DINHEIRO JOGADO NO ESGOTO

Em 1992, Chitãozinho & Xororó cantavam em propaganda do governo de SP que a população poderia, enfim, voltar a nadar no Tietê. Mais otimista, o governador Luiz Antônio Fleury Filho disse que um dia beberia do rio e que, na sua gestão, reduziria em 50% a sua poluição por conta do Projeto Tietê, o mais ambicioso plano ambiental da história de SP.

Quase duas décadas e US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 2,8 bilhões) depois, a água do Tietê no trecho que atravessa a Grande São Paulo está ainda pior. O quadro, detectado em avaliação anual da Cetesb, mostra que ele segue feio (turvo), sujo (lixo e esgoto) e mal (transmite doenças).

Dos seis pontos monitorados desde 1992, cinco estavam piores em 2010. Dos nove avaliados hoje, quatro são péssimos, e três, ruins. Os dois bons ficam perto da nascente, em Salesópolis.

Nascente do Rio Tietê em Salesópolis

O monitoramento usou o IQA (Índice de Qualidade das Águas), o mais amplo dos indicadores apurados pela Cetesb, que leva em conta nove parâmetros, entre eles quantidade de oxigênio e coliformes fecais. Em quase toda a região, as taxas de oxigênio registradas ficaram perto de zero, o que inviabiliza qualquer tipo de vida no rio. Ou seja, o Tietê que, em tupi-guarani, ironicamente, é "água boa" ou "rio verdadeiro", é um rio morto.

PIOR QUE O TIETÊ NÃO É O ÚNICO!
O CENÁRIO É O MESMO NO RIO PINHEIROS, NO TAMANDUATEÍ E NO ARICANDUVA, ENTRE OUTROS!!!

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